Newsletter BVB #8 | Governança Não É Coisa de Multinacional
Tem uma crença que trava boa parte dos empreendedores:que governança é assunto pra empresa grande. Mas a verdade é o contrário.A governança nasce pequena, ela é a ferramenta que organiza a casa antes dela ficar grande demais. Em negócios em crescimento, é comum que a pressa ultrapasse o método.E isso faz sentido até certo ponto.Afinal, no começo, a intuição é o combustível.Mas chega um momento em que o improviso começa a custar caro:decisões repetidas, erros reincidentes, e ninguém sabendo exatamente quem decide o quê. A governança é o antídoto.Ela traz método, clareza e previsibilidade.Sem ela, a gestão vira o que a gente costuma chamar na BVB de “empresa de um homem só”:aquela em que tudo depende do dono, até o caos. Para entender 💡 Muita gente associa governança a termos pesados: conselho administrativo, comitês, relatórios extensos.Mas no cotidiano das PMEs, governança não é sobre hierarquia. É sobre mecanismos simples que tornam o negócio compreensível, rastreável e decisivo. E dá pra começar sem estruturas formais, bastando três hábitos práticos: 1. Reunião curta e regular de direção Uma reunião de alinhamento por semana – ou por quinzena – pra revisar o que foi feito e o que será decidido.O segredo é o ritmo: frequência gera cultura.Quando as cabeças pensam juntas de forma recorrente, a empresa ganha direção e o improviso perde força. 2. Registrar o que foi definido A decisão que não é documentada, é esquecida.Pode ser um print, uma planilha ou uma ata simples.O importante é criar memória institucional — um histórico que garante continuidade mesmo quando alguém sai do time. 3. Revisar contratos e processos a cada trimestre O que funcionava há seis meses pode travar hoje.Essa revisão trimestral evita riscos, renova acordos e mantém a operação em equilíbrio.É a ponte que conecta jurídico, operação e finanças antes que surjam problemas. Esses três hábitos são o ponto de partida da governança leve, um modelo que não engessa, mas fortalece o negócio. O ponto comum ⚙️ Governança é o esqueleto invisível da empresa saudável.Ela cria previsibilidade, dá forma à rotina e multiplica a clareza das decisões. Com governança estruturada: Na BVB, quando falamos em Arquitetura Jurídica, governança é parte central dessa construção.Porque Planejar, Proteger e Estruturar não são slogans — são estágios de maturidade: Por isso dizemos: a governança não te prende — te liberta.Ela permite que o empresário seja criativo, inovador e visionário,sabendo que a base jurídica e operacional está firme. Para aplicar ✅ Se você quer implantar governança de forma leve e prática, comece por aqui: Essas práticas criam o que chamamos de “arquitetura viva”:uma empresa que cresce sem perder solidez. Para finalizar 💼 A governança não é uma moda corporativa.É a ferramenta que transforma caos em método, e instinto em resultado. Na BVB Estratégia Jurídica, não vendemos governança —mas a construímos como parte da Arquitetura Jurídica que sustenta nossos clientes.Porque sabemos: nenhuma segurança jurídica resiste ao desalinhamento interno. Quando as áreas se comunicam, o jurídico atua com antecedência,o contábil reflete a realidade, e o dono finalmente tem clareza pra decidir. Essa é a harmonia que separa empresas que apenas crescemdas que crescem preparadas. Até a próxima semana,Victor Vicente
Newsletter BVB #5 | Movimentos de mercado que vão mudar o jogo em 2026
2026 já está logo ali e vem trazendo um novo teste de maturidade para as empresas brasileiras. Neste ano, mais do que nunca, o discurso bonito vai precisar de sustentação prática.Na BVB, mapeamos as quatro grandes tendências que vão mudar a lógica dos negócios nos próximos 12 meses e o que cada uma exige de preparo jurídico e estratégico. Para entender 💡 1. Reforma TributáriaO novo sistema de tributos (CBS e IBS) começa sua fase de implementação. Mesmo com alíquotas de teste, as mudanças já impactam preços, margens e contratos.Em 2026, toda empresa que quer crescer precisa revisar sua estrutura fiscal e jurídica. O jogo não é mais sobre apagar incêndio, mas sobre planejar a transição com clareza. 2. Inteligência ArtificialA IA deixa de ser promessa e entra no coração da gestão. Agora ela decide orçamento, desenha contratos e até analisa riscos.O desafio é de responsabilidade: quem responde por uma decisão automatizada? como proteger dados e integrar IA sem violar a LGPD?Cada nova tecnologia precisa vir acompanhada de uma nova política interna. 3. ESG 2.0O tempo do discurso ESG ficou no passado. A partir de agora, os mercados e investidores querem ver resultado, métrica e rastreabilidade.Sustentabilidade passa a ser cobrada em relatórios e auditorias, e empresas sem indicadores concretos perdem competitividade e credibilidade.O futuro pede coerência entre valores, práticas e números. 4. Escala 4×3 e a PEC da Jornada de 36 HorasA aprovação pela CCJ da proposta que reduz a jornada máxima de 44 para 36 horas semanais reacende o debate sobre produtividade e modelo de trabalho.Se avançar no Congresso, o impacto será profundo nas áreas de RH, custos e estrutura operacional. A redução de jornada pode significar um redesenho completo das relações trabalhistas no país. O ponto comum ⚙️ Todas essas tendências revelam um mesmo movimento: a economia brasileira está migrando do improviso para a previsibilidade.Agora, o grande diferencial de uma empresa será sua capacidade de se adaptar com método, planejamento e estrutura jurídica sólida. A Reforma Tributária exige clareza contábil.A Inteligência Artificial exige governança e controle.O ESG 2.0 exige honestidade e mensuração.E a nova jornada de trabalho exige flexibilidade com segurança jurídica. Tudo convergindo para a mesma pergunta que a BVB faz todos os dias: sua empresa está estruturada o suficiente para atravessar a próxima mudança sem travar? Quem planeja o jurídico como parte da estratégia respira antes da crise.Quem adia as decisões trabalha dobrado depois dela. Para aplicar ✅ Para finalizar 💼 O próximo ciclo econômico será dos negócios preparados, não dos acelerados.O ritmo do crescimento não vai diminuir, mas as bases precisarão estar firmes. Até a próxima semana,Victor Vicente
Newsletter #4 | Tendência Não Sustenta Caixa
Se você acompanhou o noticiário corporativo este ano, deve ter visto o movimento da Raízen. Encerramento da parceria com a FEMSA, reestruturação, corte de equipes, especialmente nas áreas de ESG e inovação, que até pouco tempo atrás eram o símbolo da “nova fase” da marca.Esse episódio virou um ponto de reflexão para empresários de todos os setores: quando a tendência vira custo, o que sobra é a estrutura. Para entender 💡 Durante anos, a Raízen se apresentou como modelo de inovação: sustentabilidade, energia limpa, varejo inteligente. Tudo soava alinhado com o futuro.Mas, quando o caixa apertou, esses projetos deixaram de ser prioridade. A empresa vendeu ativos, reduziu operações e voltou ao essencial: açúcar, etanol e combustíveis.O que parece retrocesso, na verdade, é foco. É a lembrança de que o discurso pode mudar, mas a fundação do negócio precisa ser sólida. Esse movimento mostra algo que a equipe da BVB vê todos os dias: empresas consolidadas perdem o foco quando começam a correr atrás de modas e esquecem o que realmente sustenta o resultado. O problema ⚠️ O erro não está em buscar inovação ou projetar sustentabilidade. O problema é tratar essas frentes como ornamento e não como parte de uma estratégia real.O discurso ESG ou de tecnologia, quando desconectado de retorno e coerência com o modelo de negócio, se transforma em um custo de imagem.E a crise, como sempre, é a prova mais rápida de autenticidade: o que era marketing cai; o que era estrutura fica. Para se proteger ✍️ O aprendizado da Raízen vale para toda empresa que quer crescer com consistência: inovação precisa de fundação.Antes de embarcar em uma nova tendência, pergunte-se: Essas respostas mostram se você tem uma estratégia robusta ou apenas um discurso moderno. Para aplicar ✅ Se você quer evitar o mesmo erro das gigantes: Para finalizar 💼 O caso Raízen não é uma história de fracasso, é um lembrete de prioridade.Toda empresa moderna precisa entender que não há contradição entre inovar e manter-se fiel à base. O segredo está no equilíbrio entre planejar, proteger e estruturar. Até a próxima semana,Victor Vicente
NewsLetter BVB #3 | O Que Faria Se Fosse Abrir Uma Empresa Hoje.
Se você está pensando em abrir uma empresa ou acabou de começar, é crucial parar tudo e prestar atenção aqui. Eu vejo muitos empreendedores com uma energia incrível, focando no produto, no marketing, na venda… e, infelizmente, esquecendo do básico que pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Se eu fosse começar uma empresa do zero hoje, as primeiras 3 coisas que eu faria, antes mesmo de vender o primeiro produto ou serviço, seriam essas, porque elas são a base para qualquer negócio que busca longevidade e segurança: Para entender 💡 É um cenário que se repete com uma frequência alarmante e que pode gerar dores de cabeça gigantescas para qualquer empresário: você investe tempo, dinheiro e paixão para tirar sua ideia do papel, começa a vender, a crescer, mas negligencia alguns detalhes “chatos” da lei. Aí, quando menos espera, vem um processo trabalhista inesperado, uma dívida que se torna um problema pessoal grave, ou um cliente que simplesmente não paga e você se vê sem ferramentas legais para cobrar. A surpresa é imensa, pois você acreditava que estava tudo sob controle. No entanto, a questão crucial que o juiz, o credor ou a situação vai levantar é sempre a mesma: “Onde está a sua proteção legal? Onde está a estrutura que deveria blindar seu negócio?” O problema: O cerne da questão não reside apenas na demanda jurídica em si, mas na ausência de uma verdadeira arquitetura jurídica preventiva. Sem uma separação clara entre seu patrimônio pessoal e o da empresa, sem uma política de Recursos Humanos bem definida e documentada, e sem contratos comerciais que realmente te protejam, sua empresa está exposta a uma série de riscos desde o primeiro dia de operação. Essa falta de preparo transforma o que deveria ser um sonho empreendedor em um potencial pesadelo financeiro e jurídico, comprometendo não só o futuro do negócio, mas também a sua segurança pessoal. Para se proteger ✍️ A boa notícia é que a proteção contra esses cenários é totalmente possível e acessível através de uma estruturação jurídica robusta e inteligente. Isso significa ir além do básico e construir uma defesa sólida, que não só reage a problemas, mas os previne. Veja os pilares essenciais: Com essa base sólida, você não apenas se defende de problemas, mas os previne antes mesmo que eles surjam, transformando a gestão de riscos em uma poderosa vantagem estratégica para o seu negócio. Para aplicar ✅ Não espere a notificação judicial ou o calote bater na porta para agir. Avalie agora mesmo a sua estrutura e veja onde você pode estar vulnerável: Se a resposta para alguma dessas perguntas for “não” ou “não tenho certeza”, sua empresa pode estar mais vulnerável do que você imagina. A proatividade é a chave mestra para evitar custos altíssimos, desgastes emocionais e anos de litígio que poderiam ter sido prevenidos. Para finalizar 💼 Nenhuma dessas medidas de proteção jurídica aparece no Instagram com milhares de curtidas. Nenhuma delas é “sexy” ou gera manchetes de “negócio da moda”. Mas são exatamente elas que separam a empresa que, infelizmente, quebra em dois anos da empresa que cresce de forma sustentável e prospera por uma década ou mais. O investimento em uma estruturação jurídica preventiva é uma fração ínfima do custo de um único litígio e pode poupar anos de preocupação, perdas financeiras e até mesmo a falência. Não permita que a falta de uma estrutura jurídica adequada comprometa o crescimento e a saúde financeira do seu negócio e a sua tranquilidade. Até a próxima semana, Victor Vicente. Ps: Se inscreva na nossa newsletter para receber mais atualizações e dicas sobre a segurança jurídica do seu negócio.
NewsLetter BVB #1 | Contratos de Franquia: O Que Analisar Antes de Investir
Um guia prático para proteger seu investimento antes de assinar a COF